Sobrinha de dependente amarra tio na rua até chegada de socorro | Paulo Afonso Tem

Sobrinha de dependente amarra tio na rua até chegada de socorro

Sobrinha de dependente amarra tio na rua até chegada de socorro  Sobrinha de dependente amarra tio na rua até chegada de socorro Sobrinha de dependente amarra tio na rua at   chegada de socorroEm Salvador, um dependente químico, que estava desaparecido há dois anos, foi encontrado na rua pela sobrinha. Agora, a família vive o drama de não conseguir internação para ele.

Foi um ato de desespero. Ao reencontrar o tio por acaso, na rua, depois de dois anos, a professora Sara conseguiu uma corda emprestada, pediu ajuda e amarrou o rapaz em uma passarela. Samuel Fernandes, de 26 anos, que foi adotado ainda bebê pela avó de Sara, é viciado em álcool e solvente desde os 13 anos e vive nas ruas de Salvador. Ela prendeu o tio com medo de que ele fugisse outra vez.

“Eu queria que ele fosse internado, minha avó tem 90 anos e espera que ele volte para casa, certo? Que ele volte bem”, declara Sara Silva, professora.

Samuel foi levado pelo Samu a duas unidades de saúde, mas não ficou porque tem um ferimento profundo na perna direita e acabou encaminhado para um hospital do estado.

O rapaz recebeu tratamento para o ferimento e também foi medicado para conter a agitação provocada pelo vício, mas não vai poder ficar por muito tempo porque o caso exige atendimento especializado. O que a família não sabe é pra onde levá-lo depois que ele tiver alta.

Pagar uma clínica de reabilitação está além das condições financeiras e nos centros de apoio a dependentes de drogas da rede pública, os pacientes não ficam internados.

“O que a gente precisa é de uma internação, que ele fique em um local fixo, que ele possa ser tratado dia e noite. Cumprindo todas as etapas da reabilitação”, diz Sara.

Para um psiquiatra especializado em usuários de drogas, casos graves de dependência química exigem tratamento diferenciado. “Precisa de um internamento de uma semana, de duas, de três semanas para pode avaliar clinicamente este paciente, fazer um diagnóstico, organizar um plano terapêutico e fazer os encaminhamentos necessários. Só que nos casos mais graves, quando nós precisamos de internamento, nós não temos”, declara Esdras Moreira, psiquiatra.

A Secretaria Estadual de Saúde informou que os dependentes químicos podem ser atendidos em três centros de atenção psicossocial, em Salvador. Além disso, segundo a secretaria, há dois hospitais públicos para atendimento psiquiátrico.

Fonte Bom Dia Brasil


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