Nova fraude no leite é descoberta no Rio Grande do Sul | Paulo Afonso Tem

Nova fraude no leite é descoberta no Rio Grande do Sul

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Mais uma fraude no leite foi descoberta noRio Grande do Sul. Desta vez, a adulteração era feita com água oxigenada e soda cáustica.

O leite era adulterado em uma transportadora em Três de Maio, no noroeste do estado.
Segundo o Ministério Público, o dono da empresa adicionava soda cáustica e peróxido de hidrogênio – substância conhecida como água oxigenada.

“Se tu tens um leite ácido ele usa a soda cáustica para diminuir a acidez, o peróxido é para dar maior vida útil ao leite”, explica o Jerônimo Friedrich, engenheiro químico do MP.

A denúncia partiu de uma indústria de laticínios depois que os técnicos da empresa suspeitaram do leite contaminado. Eles analisaram as cargas de três caminhões, cada um com capacidade para dez mil litros de leite. Todas as amostras estavam adulteradas. Segundo relatório apresentado pela empresa ao Ministério Público, o produto foi rejeitado.

Esta é terceira operação do Ministério Público este ano. Em maio, os promotores denunciaram que transportadores colocavam no leite água e uréia com formol – um produto cancerígeno. Na época, por precaução, lotes de quatro marcas foram recolhidos dos supermercados. Nove pessoas estão presas e 19 respondem a processo na Justiça.

A fraude é facilitada porque não há fiscalização do transporte do leite da propriedade até a indústria.

“Não há uma ação regulatória da atividade do transportador, do leiteiro ou freteiro como eles chamam. Então é um núcleo que age livremente, não pode sequer sofrer ação do Ministério da Agricultura”, diz Mauro Lucio Rockenbach, promotor de Defesa do Consumidor.

O Ministério da Agricultura diz que o controle da qualidade do leite é de responsabilidade da indústria.

“Não existe como nós termos um fiscal em cada caminhão. Essa garantia tem que ser fornecida pela indústria”, afirma Luiz Marcelo Araújo, coordenador do Ministério da Agricultura.

Os envolvidos devem ser denunciados por organização criminosa e adulteração de produtos alimentícios.  A pena pode chegar a oito anos de prisão.

Fonte Bom Dia Brasil.


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