Menos de 40% dos restaurantes das sedes da Copa têm nota ‘A’ da Anvisa | Paulo Afonso Tem
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Menos de 40% dos restaurantes das sedes da Copa têm nota ‘A’ da Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária avaliou os restaurantes das cidades que vão sediar os jogos da Copa do Mundo, e o resultado pegou muita gente de surpresa: nem a metade dos restaurantes conseguiu a nota máxima, e isso porque a participação foi voluntária. Ou seja, só foi avaliado, quem se sentiu seguro para receber os fiscais.

Eles checaram itens básicos, como temperatura dos alimentos, higiene na cozinha e se os restaurantes usavam água potável. Menos de 40% conseguiram a nota máxima.

Quando você chega numa cidade, sem indicação de onde comer, faz como? A família de Santa Catarina, que está em Brasília para a Copa, dá um jeito. “A gente vai mais ou menos pelo que costuma comer na nossa região, procura não fugir muito até para não ter uma surpresa”, conta o policial rodoviário Mauro Carpen.

Já o estudante da capital. “Geralmente eu vejo a aparência do restaurante”, afirma.

Cuidado. Ao distribuir selos para os restaurantes, a Vigilância Sanitária mostrou que luxo e preço podem não garantir uma qualidade de primeira. A categorização do setor foi feita para a copa. Quem exibe letra A é porque passou no teste de 51 itens avaliados. É um lugar limpo, em condições seguras pra preparar o alimento.

Letra B quer dizer foram encontradas poucas falhas, e a letra C foi onde os problemas sanitários estavam mais evidentes.

“Eu não tinha reparado ainda, mas agora vou reparar e procurar o de melhor qualidade”, diz a médica Valéria Góes.

Das cidades sede, só Salvador não terá os selos. Nas outras 11, a tal letrinha A, que mostra a excelência nos serviços não foi tão frequente. Ao todo, 1.484 restaurantes foram vistoriados.

Em Porto Alegre nenhum recebeu a avaliação máxima. Só foram distribuídos selos B e C. Em Recife foram só 5% com padrões sanitários ideais.

Os restaurantes de São Paulo foram os que mais receberam selo A, e, ainda assim, pouco mais da metade: 52%. Em Brasília foram 42%. Em Belo Horizonte 39,1% passaram no teste com nota máxima. No Rio, que mais recebe turistas, a categoria A apareceu em 36,3%.

Os agentes sanitários das cidades da Copa é que escolheram quais estabelecimentos iriam ser fiscalizados. Foram usados como critérios os que ficam em praças de alimentação, no caminho de pontos turísticos e os que fazem parte do chamado roteiro gastronômico, como um que serve comida típica do Nordeste e é bem antigo em Brasília.

O gostinho brasileiro e a plaquinha com a letra A vão atrair turistas brasileiros e estrangeiros. “Com certeza, porque aqui a gente está para servi-los bem”, afirma Róbson Lucena.

Além das sedes da Copa, houve fiscalização em restaurantes de outras 15 cidades voluntárias. O selo vale até agosto, quando o Ministério da Saúde vai decidir se estende a avaliação para todo o país.

Fonte: Bom Dia Brasil


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