Ônibus que anda sem motorista é testado na Alemanha
Ônibus que anda sem motorista é testado na Alemanha

Ônibus que anda sem motorista é testado na Alemanha

Na Alemanha, estão testando um ônibus que anda sem motorista. Pontualmente como um trem alemão, no começo de cada hora, o portão do laboratório se abre e o micro-ônibus batizado de Olli sai pra dar uma voltinha.

Se deixassem, ele iria completamente sozinho. Pois, afinal, foi programado pra trafegar sem motorista. Conhece cada milímetro dessa antiga área industrial de Berlim onde fica o centro de pesquisas. As ruas são fechadas e durante a fase de testes, a velocidade dele foi limitada em 8 km/h. Ainda assim, por enquanto, o chefe não liberou o Olli pra sair sozinho.

“Ele ainda não pode tomar as decisões corretas em todas as situações possíveis”, diz o engenheiro Christoph Menzel.  “A gente tem que ter alguém pra supervisionar e frear se for necessário”, completa.

Para testar a segurança do micro-ônibus, os engenheiros toparam liberar o Olli pra andar sozinho e fazer alguns testes.

Imagine um pedestre distraído no celular. O ônibus está chegando, mas ele não está prestando atenção direito. Ele, inclusive atravessa a rua. O ônibus para automaticamente, a uns três metros de distância dele.

Teoricamente esse ônibus não vai se aproximar mais do que 12 metros de alguém. Ou seja, se tiver na rua uma pessoa atravessando a 10 metros, 11 metros, o ônibus já vai parar.

Mas o que acontece se o ônibus for surpreendido por alguém que esteja perto demais? No teste, o ônibus não parou.

“O problema é que você só é classificado como obstáculo quando está no caminho do ônibus”, explicou, no calor do imprevisto, o engenheiro Christoph.

No dia seguinte, na fábrica onde eles produzem os primeiros modelos que de fato vão ser usados em situações reais, os engenheiros nos mostraram um novo sistema de segurança – que teoricamente vai evitar imprevistos como o que eu enfrentei no teste.

“O novo sistema tem cinco sensores que cobrem o campo de visão completo ao redor do veículo”, diz o engenheiro Volker Marhold.

Com mais segurança, os fabricantes querem aumentar a velocidade de 8km/h para 20 km/h. E já no ano que vem botar os ônibus pra trabalhar. Aí sim, sem motorista, em universidades, centros de convenções e aeroportos, onde o trânsito for razoavelmente controlado.

O passo seguinte, o grande sonho, é deixar Ollia viajar sozinho pelas ruas levando passageiros onde trens, bondes e ônibus convencionais não costumam chegar.

Fonte Jornal Nacional

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