Hacker chantageia primeira-dama do Brasil e ameaça jogar nome de Temer 'na lama'
Hacker chantageia Marcela e ameaça jogar nome de Temer 'na lama'

Hacker chantageia primeira-dama do Brasil e ameaça jogar nome de Temer ‘na lama’

Em abril do ano passado, um hacker foi preso acusado de chantagear a primeira-dama, Marcela Temer, ameaçando divulgar fotos pessoais dela e da família, que estavam num celular que ele clonou. O processo corria em segredo de Justiça e tornou-se público agora.

Havia ainda uma outra chantagem: o hacker ameaçou revelar uma conversa de Marcela sobre um marqueteiro do então vice-presidente Michel Temer e disse que essa conversa jogaria o nome dele “na lama”.

Foi na região da Santa Efigênia, conhecida pela venda de equipamentos eletrônicos, que o hacker afirma que comprou um arquivo de computador com os dados de várias pessoas, entre elas, os de Marcela Temer, que hoje é a primeira-dama do Brasil.

Silvonei José de Sousa entrou no arquivo remoto de Marcela, e acessou a nuvem, onde ficam armazenados vídeos, áudios, senhas e fotos. Assim, clonou os dados pra um computador pessoal dele.

A Folha de São Paulo publicou que, em abril do ano passado, o hacker mandou uma mensagem para Marcela cobrando R$ 300 mil para não divulgar uma conversa dela com um irmão.

“Achei que esse vídeo joga o nome de vosso marido na lama. Quando você disse que ele tem um marqueteiro que faz a parte baixo nível. Pensei em ganhar algum com isso”, disse o hacker.

Segundo a Folha, o marqueteiro a que o hacker se refere é Arlon Viana, assessor do presidente Temer.

Marcela respondeu: “Quer negociar o que comigo? Isso é montagem. E aí, vai fazer o quê? Quer me encontrar?”

O hacker repondeu: “Sabe que não é montagem. Não tem cortes.”

Marcela escreveu: “Bandido, criminoso, minha vida é limpa. E basta. Montagem e montagem, não tenho medo de você.”

A TV Globo também teve acesso a todo o processo de investigação da Polícia Civil e da denúncia feita pelo Ministério Público de São Paulo. São 1.109 páginas.

O material não tem nenhum arquivo furtado do celular da primeira-dama. Também não traz o áudio da conversa de Marcela com o irmão, nem mesmo a transcrição. Ele apresenta apenas os diálogos em que Marcela tenta se livrar do chantagista.

A Polícia Civil de São Paulo, que era comandada pelo hoje Ministro da Justiça licenciado Alexandre de Moraes, criou uma força-tarefa para prender o hacker. Silvonei de Jesus Souza foi preso em maio e condenado em outubro a 5 anos e 10 meses de prisão por estelionato e extorsão.

A assessoria da Presidência declarou que a expressão “jogar na lama” está fora de contexto. E que a primeira-dama não vai comentar o caso.

A assessoria também afrmou que a Lei Carolina Dieckmann preserva os direitos de privacidade das pessoas que tenham seu sigilo violado no meio digital. A reportagem procurou o assessor Arlon Viana, mas não conseguiu contato.

Fonte Jornal Nacional


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