Devo ensinar meu filho a reagir ao bullying? Psicóloga conta como agir
Devo ensinar meu filho a reagir ao bullying Psicóloga conta como agir

Devo ensinar meu filho a reagir ao bullying? Psicóloga conta como agir

O bullying infelizmente é uma realidade entre as crianças, e ao saber que seus filhos estão passando por isso os pais se veem na difícil missão de orientar e tentar lidar com o problema. Mas, afinal, qual a melhor maneira de ensiná-los a encarar as provocações? Resolvemos investigar o tema, e te ajuda a encontrar a atitude certa.

Reagir ou não, eis a questão

Uma dúvida comum é se você deve – ou não – incentivar o seu pequeno a reagir às provocações, mas, antes dessa resposta, é preciso entender o ciclo do bullying. “Ele sempre começa com uma brincadeira que a criança tenta ignorar e fingir que não ouviu, e em um segundo momento ele passa a ser o bullying propriamente dito, quando vira algo repetitivo e outros colegas passam a fazer o mesmo que o provocador inicial. Os pais devem sim ensinar os filhos a reagirem, mas nunca de forma agressiva. Eles não podem se acuar, porque isso piora a situação e favorece o comportamento do outro, então devem ser instruídos a conversar e deixar claro que a brincadeira incomoda”, explica a psicóloga Adriana Severine, pós-graduada em Terapia Cognitiva Comportamental, Psicodrama e Gestão de Pessoas.

Reagir faz com que a criança cresça mais forte, mas essa reação não deve ser agressiva. Foto: BrianAJackson/iStock Devo ensinar meu filho a reagir ao bullying? Psicóloga conta como agir Devo ensinar meu filho a reagir ao bullying? Psicóloga conta como agir crianca491445598
Reagir faz com que a criança cresça mais forte, mas essa reação não deve ser agressiva. Foto: BrianAJackson/iStock

Quando a situação já se instalou, a missão deve permanecer a mesma. “Os pais podem orientar o filho para que tome a iniciativa de ser direto e enfrentar verbalmente esse bullying. Se os pais tomam à frente, essa situação tende a piorar e gerar novas piadinhas e provocações. A intervenção direta é apenas para casos extremos, quando existe agressão e a criança não quer mais ir à escola. Não deixar que ele lide com isso pode fazer com vire um adulto que não consegue resolver os próprios problemas, porque provocações e perseguições permanecem por toda a vida”, esclarece.

Pensando em mudar o seu pequeno de escola? É melhor reconsiderar: “Mudar a criança é o último caso, porque isso ensina que quando ela tiver um problema pode simplesmente fugir e não enfrentar essa situação”.

Reconhecendo os sinais

Criança que sofre bullying pode se mostrar apática ou mais agressiva. Foto: Ingram Publishing/iStock Devo ensinar meu filho a reagir ao bullying? Psicóloga conta como agir Devo ensinar meu filho a reagir ao bullying? Psicóloga conta como agir crianca122432639
Criança que sofre bullying pode se mostrar apática ou mais agressiva. Foto: Ingram Publishing/iStock

Nem sempre é a própria criança que conta sobre o bullying, então é preciso ficar atenta aos sinais de que algo não vai bem. “Ela pode começar a ficar mais agressiva ou muito quieta em casa (qualquer um dos dois extremos), não querer ir à aula e ficar inconscientemente encontrando problemas para não ir, como dizer que está doente. Ela também pode parar de participar das atividades em grupo, e é muito importante prestar atenção nesses indícios e conversar muito para entender os motivos”, aponta.

Meu filho é o agressor, e agora?

Recebeu a desagradável notícia de que é o seu pequeno que faz as brincadeiras maldosas? Então essa é a hora de ensiná-lo que isso está errado: “Temos que conversar muito, porque a criança que pratica bullying geralmente está tentando esconder uma fraqueza que não aceita nela mesma. Brincar com o outro é uma maneira de evitar que brinquem com ela por se sentir inferiorizada por algum aspecto. Também devemos ensinar a criança a ser empática, porque na infância nós nos identificamos muito com as outras pessoas, mas naturalmente não temos empatia – existe uma dificuldade enorme em se colocar no lugar do outro, e isso deve ser ensinado pelos pais. Na maioria das vezes ela não sabe o quanto está prejudicando a outra e não pensa no sofrimento que as brincadeiras podem causar”.

Fonte DaquiDali


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