Como juntar dinheiro para pagar a faculdade do meu filho? Consultor orienta
Como juntar dinheiro para pagar a faculdade do meu

Como juntar dinheiro para pagar a faculdade do meu filho? Consultor orienta

Os pais sempre querem o melhor para os filhos. Muitos, ainda com crianças pequenas ou recém-nascidas, já se preocupam com os estudos mais distantes, como a faculdade, e querem alternativas para garantir o futuro deles. Mas como fazer isso por um período de tempo tão longo? Conheça algumas alternativas sugeridas por um especialista!

Mantenha segredo

Inclusive do seu próprio filho. De acordo com o consultor financeiro Fábio Henrique, da Ponto de Equilíbrio Consultoria Financeira, esse é o primeiro passo para que seu objetivo seja alcançado. “Uma vez que ele saiba que a faculdade particular está garantida, tem altas chances de não sentir interesse em prestar vestibular para uma pública. Por amor, é comum as mães dizerem que o futuro está garantido, para não se preocuparem, só que assim inviabilizam o desenvolvimento de uma característica mais guerreira, de lutar por uma vaga em uma universidade federal ou mesmo conquistar uma bolsa de estudos”.

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Investir em fundos de renda, fixo ou variável, são opções inteligentes. Mas informe-se bem dos detalhes de cada um antes. Foto: SIphotography/iStock

Invista em um fundo de renda fixo

Considerando uma faculdade modesta, ao falar em valores, uma mensalidade gira em torno de R$ 900 a R$ 1200 reais.  Tomando R$ 1000 por base, em um ano você gasta R$ 12 mil e, em quatro, totaliza-se R$ 48 mil reais. Arredondando, R$ 50 mil é a média que você deve alcançar quando o filhote tiver seus 17, 18 anos.

Uma alternativa é investir em um fundo de renda fixa, que tem uma rentabilidade de 0,9% bruto hoje. Considerando que o seu filho seja recém-nascido, ou tenha um ou dois aninhos, o prazo para juntar é de 15 anos, ou seja, 180 meses. Como a faculdade, com o passar dos anos, não vai mais custar R$ 50 mil, por conta dos reajustes naturais, com esse ganho de 0,9% em uma aplicação de R$ 172 por mês, considere 0,5% para os juros e o restante é correção monetária, que é o que eu não posso mexer para corrigir meu dinheiro, podendo chegar, daqui a quinze anos, a uns R$ 80 mil. Principais vantagens: não tem carência, não tem multa, não tem risco, você apenas paga o imposto de renda sobre a retirada, que pode ser feita a qualquer momento.

Opte por um plano de capitalização

Segundo o especialista, aqui você pode optar por um ou mais, “porque o rendimento dele é menor que o fundo de renda fixo e ele tem período, que pode ser de três, cinco anos, depende do banco. Uma desvantagem é que, se você retirar o dinheiro antes de o plano acabar, sofre uma perda aproximada de 30% em cima do que colocou. Por outro lado, uma boa vantagem é concorrer mensalmente a prêmios, que podem variar de acordo com a instituição. Outra possibilidade interessante é: acabou o período do plano e você não ganhou prêmio nenhum, pegue o dinheiro e invista em um fundo de renda fixo”.

Faça um mix de renda fixa e renda variável

Como já foi dito, a renda fixa é uma aplicação segura, você sabe que vai ganhar 0,9% e não corre o risco de perder dinheiro. “Se você tiver um pouco mais de tranquilidade, pode fazer um mix, investindo 70% da mensalidade na fixa e 30% na variável, que é importante citar, há um certo risco, por ser baseada em fundo de ações. Agora, vale destacar que, a longo prazo, normalmente a variável pode até acabar pagando mais que a fixa. Como estamos falando de mais de 10 anos, pode ser um caminho consciente”, esclarece Henrique.

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Se te oferecerem planos financeiros muito incríveis, desconfie. Geralmente, é sinal de golpe! Foto: Wavebreakmedia-Ltd/iStock

Para levar em conta!
O consultor faz algumas considerações importantes:

– Não faz sentido juntar dinheiro se estiver pagando juros para alguém, “porque o ganho da aplicação é provavelmente menor que os juros. Então, se está no cheque especial, por exemplo, primeiro estabilize sua situação para depois juntar dinheiro”, diz o profissional.

– Cuidado com ofertas e rentabilidades milagrosas, pois elas são típicas dos golpes que você costuma ver nos jornais. “Não existem altas taxas sem riscos e com liquidez imediata. Tenha em mente: o que faz as pessoas caírem em golpes é a ganância. Elas sempre se deixam levar pela falsa possibilidade de ganhar mais. O mercado é um só, seja moderada, faça as contas de modo seguro que conseguirá seu objetivo”, sugere o expert.

 Fonte DaquiDali

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