Criança tímida: 10 sinais e como orientá-la
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Criança tímida: 10 sinais e como orientá-la

Você está desconfiando que seu filho é mesmo tímido. Mas será que é mesmo?

Já abordei algumas vezes aqui no blog sobre timidez, um traço de personalidade que não precisa necessariamente ser mudado. Há sim algumas formas de orientar seu filho a aceitar com prazer novas situações, entendendo que ele precisa se sentir seguro, confortável e auto confiante.

Há também casos de para crianças pequenas que nunca foram tímidas, excessivamente confiantes por sinal, mas, como num passar de mágica, passa por uma fase tímida ao longo nos primeiros anos escolares.

Mas, afinal, como identificar isso e, principalmente, como ajudá-los?

Aqui vão 10 sinais muito comuns:

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  1. Criança sempre “segue o fluxo”: Você nunca a vê liderando uma atividade, mas sim sempre participando seguindo os irmãos/ primos/ amigos em alguma brincadeira? Para ajudar nisso,  trabalhar a auto-estima do seu filho, elogiando quando ele faz um trabalho bem feito e encorajando-o a convidar seus amigos para aprender tal atividade com ele é um ótimo incentivo.
  2. Não gostam de tentar coisas novas: Se o seu filho faz tudo para evitar o desconhecido (não tenta) ou desiste de uma nova tarefa assim que fica um pouco frustrado por não conseguir, isso nem sempre é porque ele é preguiçoso. Para uma criança com medo de fracassar, é muito mais interessante não tentar, do que se expor a uma situacao em que pode sofrer a frustração de  de falhar. Mostre ao seu filho que confia nele e em suas capacidade, pedindo ajuda dele em um projeto seu, algo simples e que tenha a certeza de que ele será capaz de executar. Ao perceber que consegue, isso encorajará muito. Esse é o primeiro passo na construção de sua auto-confiança.
  3. Pequenos auto críticos: uma criança muito auto-crítica chicoteia a sua própria auto-estima, estando aí a razão de sempre seguir uma atividade/os amiguinhos, por achar que o que faz não é bom o suficiente. Se o seu filho sofre de baixa auto-estima, o papel de advogado do diabo é dar a ele uma perspectiva otimista da situação. Comentários negativos e auto-crítica tendem a diminuir à medida que a auto-estima do seu filho melhora.
  4. Mudanças bruscas de comportamento: Seu filho é um tagarela em casa, mas perante os outros parece que “o gato comeu sua língua”? Isso nem sempre é um sinal de timidez de seu filho, mas de ambiguidade nossa, dos adultos. Uma boa razão para que isso ocorra é que  as crianças sabem muito bem que nós pais temos certas expectativas sobre como eles devem se comportar em apresentações formais e, podem se sentir desconfortáveis sob pressão. Ao mesmo tempo que não queremos que nossas crianças falem com estranhos, queremos que elas sejam “calorosas”com outras pessoas. Para uma pessoinha com poucos anos de vida nesse nosso mundo cheio de ambiguidades assim, concorda que é uma situação no mínimo difícil para ela entender?
  5. Dificuldades em fazer amigos: seu filho não é daqueles que chega num parque e entra num jogo de petecas de desconhecidos e logo já está enturmado? Explique a ele que isso não é problema, que uma pessoa pode ter poucos – e bons amigos, ao invés de milhares sem uma qualidade expressiva. Pode ajudá-lo também levando-o a grupos menos intimidantes (vamos convir que entrar num jogo em andamento e já fazer amizades é no mínimo desafiador, rsrs), levando-o a grupos de atividades frequentes, como aulas de vôlei no clube, onde as pessoas são as mesmas em quase todas as aulas…
  6. Além de não fazer amigos com facilidade, sua criança se esquiva de exposições sociais, como festinhas da escola, apresentações de teatro ou até mesmo naquela visita a parentes distantes (em que a criança preferia ser uma Ema)? Tímidos costumam a ficar preocupados com o que os outros estão pensando dele, dando aquela “travada” com o frio na barriga, o que é absolutamente normal. Cada um tem seu tempo para se sentir a vontade em algum local/situação. Crianças terão uma longa jornada para se preparar para o mercado de trabalho ou algo assim (por favor não argumentem sobre isso agora na primeira infância), portanto agora, sob a ótica citada neste tópico, atue de forma a propiciar o sentimento de valorização e respeito naquilo que estão fazendo. Dar suporte para que estejam preparados para uma situação é o melhor remédio, nunca obrigar. Afinal, ninguém muda de uma hora para a outra de forma saudável, tudo que se refere a comportamento é um processo.
  7. Sua criança têm dificuldade em fazer contato visual ao fazer uma pergunta ou em falar na frente dos outros um volume “escutável”? Melhor forma de ajudar a criança é conversar com ela para que se sinta confortável nessas situações. Depois que seu filho se sente confortável fazendo isso em casa, depois com a família, logo logo estará tendo esses contatos visuais e falando em voz normal com os outros também.
  8. Comparações: Seu filho se compara com os outros sempre, se colocando para baixo? Primeira coisa, nunca compare! Depois, incentive  a auto estima, como falado acima.
  9. São sensíveis demais e ficam magoadas de verdade com uma simples bronca. A melhor forma de melhorar isso é fazendo-os sentirem seguros…
  10. São ansiosos…

Se a timidez é uma fase e não característica da criança, você pode auxiliá-los quase que completamente “apenas” trabalhando a auto-estima e segurança deles, vocês perceberam?

Então, sempre incentive novas experiências, nunca forçando-os, mas lentamente tirando-os de sua zona de conforto. Trabalhar seus medos é essencial na aprendizagem de competências e ajuda-os a controlar a ansiedade.
Aos poucos, ajude-os a construir a própria independência. Aos poucos, de-lhes responsabilidades cabíveis a sua idade, mostrando que confia plenamente em suas capacidades e provando-os que são capazes de executar as coisas sozinhos.
Não pressione, permita ao seu filho ser ele mesmo, mais reservados, mas mostre que reservado não implica em não confiante!
Não obrigue-os a fazer contatos corporais com estranhos, fazendo-os sentir envergonhados quando eles não se sentem confortáveis em cumprimentar novas pessoas da maneira que VOCÊ, ou pior, OS OUTROS, esperam. Permita-lhes ser tímido, se necessário em seguida, corrija-os de maneira calma e em ambiente confortável, com muito diálogo. A super exposição e broncas publicas não é uma boa saída ao tímido.

Fonte: Mamãe Plugada.


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