Senado vai analisar medidas cautelares impostas a Aécio Neves
Senado vai analisar medidas cautelares impostas a Aécio Neves

Senado vai analisar medidas cautelares impostas a Aécio Neves

A decisão do Supremo vai permitir que o Senado decida se as medidas cautelares aplicadas contra o senador Aécio Neves, do PSDB, serão mantidas ou suspensas. A sessão está marcada para a próxima terça-feira (17).

A senadora Ana Amélia, do Partido Progressista, diz que a decisão rápida do Supremo foi importante para o país: “Não cabe a ninguém questionar. Tem que cumprir uma decisão da Suprema Corte do país. Penso que o fato positivo foi a Corte ter julgado no dia 11. Ela deu começo e fim para este processo rumoroso”.

Agora cabe ao Senado analisar as medidas cautelares impostas ao senador Aécio Neves, do PSDB. A votação está marcada para a próxima terça-feira.

O que vai à votação é o oficio enviado ao Senado pela Primeira Turma do Supremo, que no dia 26 de setembro decidiu afastar Aécio Neves do cargo e obrigá-lo a ficar em casa à noite.

Para que as restrições sejam derrubadas é preciso que a maioria absoluta do plenário, 41 senadores, vote contra a decisão da Primeira Turma.

Minutos depois do fim do julgamento no Supremo, Aécio Neves procurou colegas do Senado. Queria saber se a votação marcada para a terça-feira estava mantida. O tom era de cautela. Uma das expectativas é em relação ao quórum, que se estiver baixo pode atrapalhar a intenção do senador de tentar reverter as medidas cautelares.

A última vez que o Senado votou uma punição do Supremo contra um parlamentar foi no caso da prisão do ex-senador Delcídio do Amaral, em novembro de 2015. Na época, o então presidente do Senado, Renan Calheiros, propôs que a votação fosse secreta, mas submeteu a decisão ao plenário, que pressionado, optou pelo voto aberto.

O presidente em exercício do Senado, Cássio Cunha Lima, que é do PSDB, mesmo partido de Aécio Neves, afirma que a votação agora também será aberta e precedida por um longo debate.

“O Senado vai debater com a serenidade, mas a firmeza necessária esse tema mantendo como sempre a disposição do diálogo constitucional, a preservação da nossa democracia, que é o bem maior, e o respeito à Constituição”, afirma Cássio Cunha Lima.

Alguns partidos já definem como irão votar. No caso do PT, de acordo com o senador Humberto Costa, o voto deve ser para a manutenção das cautelares contra Aécio.

“Eu vou defender na nossa bancada que nós votemos pela execução dessas sanções contra Aécio Neves. Ou seja, o afastamento do mandato principalmente e eu acredito que será a tendência do voto do PT”, afirma Humberto Costa.

Aécio Neves foi denunciado por obstrução de justiça e corrupção. Segundo a Procuradoria-Geral da República, ele pediu e recebeu R$ 2 milhões em propina de Joesley Bastista para atuar no Congresso em defesa dos interesses do empresário. A defesa do senador afirma que o dinheiro não era propina, mas, sim, um empréstimo que não envolveu dinheiro público e que, por isso, não houve crime nem quebra de decoro.

O senador Ricardo Ferraço, também do PSDB, da ala que defende a saída definitiva de Aécio da presidência do partido, entende que o que está em jogo não é só o futuro do senador mineiro, mas a imagem do Senado: “O Senado terá que ter muita responsabilidade, porque não poderá votar nem pela impunidade, nem pelo corporativismo. O que nós teremos que fazer em primeiro plano é a preservação da imagem e da reputação do Senado, que deverá se comportar como Senado da República”.

Fonte Jornal Nacional


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