Bater para educar? Seu filho só vai ficar mais rebelde, afirma estudo
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Bater para educar? Seu filho só vai ficar mais rebelde, afirma estudo

Educar uma criança é uma verdadeira missão, e muitos pais ainda acreditam que uma palmadinha no bumbum ou uma chinelada podem ser um ótimo corretivo para disciplinar os filhos, já que foram criados com esse método e, como adoram dizer, “estão vivos até hoje”. Mas os tempos mudaram, e o que antes parecia ser uma solução, hoje, é na verdade o começo de um problemão.

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Pelo menos é o que diz um novo estudo da Universidade do Texas, em Austin, nos Estados Unidos, que coletou dados de mais de 12 mil crianças, agrupadas por aspectos em comum como hábitos domésticos, estado civil e escolaridade dos pais, quantidade de irmãos e situação econômica. Alinhado a isso, elas ainda foram analisadas em fases distintas da infância. Na primeira, quando tinham cinco anos, os pais foram questionados se haviam batido em suas crianças nas últimas semanas. Em um segundo momento, já mais grandinhos, aos seis e oito anos, foi pedido aos professores um relatório comportamental sobre elas.

O resultado? Aqueles que apanharam, independente do grau de intensidade, eram bem mais indisciplinados que os que nunca tinha sofrido isso. E foi justamente o fato de terem sido reunidos por características semelhantes, que fez com que ficasse mais evidente que a culpa era da violência física, fosse ela uma palmadinha no bumbum ou uma surra de cinto. Eles discutiam, brigavam e se irritavam a ponto de agir por impulso muito mais frequentemente, e naturalmente isso dificultava o dia a dia na escola.

Em um comunicado à imprensa, Elizabeth Gershoff, líder do estudo, declarou: “foi surpreendente observar que o fato de uma criança ter apanhado dos pais, mesmo que pouco, seja o suficiente para predizer seus níveis de problemas de comportamento anos depois”, e complementou: “os achados sugerem que bater não é uma técnica eficaz de educação e que, inclusive, piora o comportamento ao invés de melhorar”. Pelo jeito, um tapinha pode fazer um estrago bem maior do que você imaginava.


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