Depressão infantil existe! Saiba como identificar e ajudar seu pequeno a sair dessa
Depressão infantil existe! Saiba como identificar e ajudar seu pequeno a sair dessa

Depressão infantil existe! Saiba como identificar e ajudar seu pequeno a sair dessa

A depressão não é uma doença exclusiva dos adultos. Silenciosa, mas com uma potência devastadora, ela também pode atingir crianças e adolescentes. “Os pais precisam estar atentos às mudanças do filho, pois começa de forma quase imperceptível, mas pode levá-lo a ficar trancado no quarto sem querer sair para nada”, alerta a psicóloga Adriana Severine, especialista em psicologia cognitiva comportamental para crianças e adolescentes.

As principais causas

As causas da depressão em crianças e adolescentes são diversas. De acordo com Adriana, “pode decorrer de bullying, perda de um ente querido e da ausência dos pais, cuja presença deve ser constante, e quando digo isso, não é estarem os dois no sofá mexendo no celular e o pequeno brincando no chão – é uma presença atuante, brincando com os filhos ou conversando com os adolescentes. Essa proximidade é que vai fazer com que você perceba se há algo de estranho e vai permitir ajudá-lo a resolver a situação ainda mais rápido“.

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Um dos primeiros sintomas é o isolamento, que começa na escola e termina em casa, o tempo todo no quarto. Foto: Mike-Watson-Images/iStock

De olho nos primeiros sinais

A expert reforça que é preciso muita atenção, “pois a maioria dos pais tende a não acreditar que uma criança, principalmente até seus 12 anos, possa ter uma doença como a depressão. É exatamente por conta disso que essa faixa etária é a que precisa de maior atenção, pois, com adolescentes, os pais normalmente já ficam mais em estado de alerta porque acham que isso pode acontecer”.

Na rua

A psicóloga orienta a prestar muita atenção a qualquer mudança, por menor que seja. “Inicialmente, a criança começa a brigar ou se afastar de alguns amigos na escola, dizendo que são chatos e, aos poucos, começa a se isolar cada vez mais, chegando ao ponto de não conversar com nenhum coleguinha e mesmo com professores”.

Em casa

“Começa a chorar sem nenhum motivo e, sempre que está em casa, quer ficar sozinho, pula as refeições e não conversa com ninguém. Com o tempo, começa a pedir para não ir à escola, diz que está doente. O problema se agrava de tal forma que o pequeno não sai mais do seu quarto”, alerta Adriana.

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O cuidado, o carinho, a atenção, a presença e a paciência dos pais é fundamental para que a criança se sinta acolhida e saia dessa. Foto: vadimguzhva/iStock

O que fazer?

Antes de chegar nesse extremo, a profissional destaca que “é importante os pais levarem a criança (ou o adolescente) a um psicólogo, para que este trabalhe em conjunto com a escola na recuperação do filho. Se o caso for muito grave, é recomendado procurar um psiquiatra, pois será necessário o uso de medicamentos por um período curto para que a criança saia dessa fase tão intensa de depressão e possa seguir só com a psicoterapia. A boa notícia é que a criança ou adolescente, se bem-cuidado, costuma responder ao tratamento de forma rápida”.

Em casa, o cuidado deve continuar: “Converse bastante com seu filho, mostre que você está disponível e por perto, leve-o para sair mesmo que ele não queira. Tente deixá-lo o menor tempo possível no quarto, na internet, em joguinhos. De modo sutil, mas eficiente, propicie passeios com outras crianças para promover a interação entre elas. Não dá para ter uma previsão exata do ‘tempo de cura’, pois depende de criança para criança, mas tende a ser mais rápido do que o de um adulto, porque ela tem menos barreiras e é mais aberta a tentar coisas novas”.

Fonte DaquiDali


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