Pais com depressão podem influenciar negativamente no desempenho escolar dos filhos, mostra estudo
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Pais com depressão podem influenciar negativamente no desempenho escolar dos filhos, mostra estudo

Depressão é um distúrbio afetivo que vem se tornando cada vez mais comum na sociedade moderna. Os principais sintomas associados a ela envolvem tristeza, pessimismo, baixa autoestima, entre outros. Todos estão sujeitos a desenvolvê-la, até os pequenos.

E, se alguém da família sofre com isso, o efeito pode ser como uma cascata e atingir outros membros também. É o que mostra um estudo da Drexel University (EUA), publicado no jornal psiquiátrico JAMA: filhos com pais depressivos podem ter o seu desempenho escolar afetado até a adolescência, e isso é refletido principalmente nas notas baixas que eles tiram; fora o aparecimento de outros indícios como ansiedade e mudança comportamental.

Os pesquisadores usaram uma larga base de dados, de 1984 até 1994, das performances obtidas por mais um milhão de estudantes suecos, e a compararam com os relatórios do estado emocional e mental de seus pais. Aos 16 anos, aqueles que tinham mães com depressão pontuaram, em média, 4,5% menos no resultado geral das notas que outros cujas circunstâncias não eram as mesmas – e isso foi similar com pais nesta condição: as crianças tiveram em torno de 4% menos pontos.

Depressão pode ser tratada com psicoterapia e medicação FOTO: thinkstock Pais com depressão podem influenciar negativamente no desempenho escolar dos filhos, mostra estudo Pais com depressão podem influenciar negativamente no desempenho escolar dos filhos, mostra estudo pais
Depressão pode ser tratada com psicoterapia e medicação FOTO: thinkstock

Olhando assim, o percentual nem parece tão grande ou terrível; contudo, para os alunos, isso pode significar uma grande diferença e até levar ao fato de desistir de tudo e abandonar o colégio!

E essa determinação acarreta consequências lá na frente – ou seja, completar todas as etapas da educação é dos prognósticos mais eficientes da qualidade e expectativa de vida. Indivíduos cuja gradação é maior nesse aspecto têm, inclusive, menos chances de fumarem, consumirem álcool e, até, se tornarem obesos (e, obviamente, excluindo essas possibilidades, se diminuem tendências às doenças do coração e diabetes).

As demandas e carências de tomar conta de uma criança carregam consigo uma responsabilidade muito grande, mesmo para os progenitores que são emocionalmente saudáveis. Imagina, então, para quem não se enquadra nisso? Pais deprimidos chegam a não comparecer às reuniões de classe, não dão a atenção necessária aos pimpolhos e, possivelmente, não conseguem encontrar soluções para os problemas deles, que vão se acumulando também. Faltam orientação e direcionamento nesse âmbito.

Aqueles que conseguiram se recuperar e superar a adversidade apresentaram-se mais carinhosos, afetuosos e com muito mais disposição para ajudar e contribuir com as necessidades dos filhos. O tratamento pode ser realizado através de psicoterapia e medicação, dependendo do parecer do profissional. Quantos antes ela for detectada, melhor e com melhores efeitos depois.


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