Mães superprotetoras podem prejudicar os filhos? Descubra
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Mães superprotetoras podem prejudicar os filhos? Descubra

A maioria das mães tende a ter um comportamento muito carinhoso com os filhos e este carinho acaba também se desdobrando em uma superproteção. “Se elas pudessem, evitariam que seus filhos fossem atingidos por problemas e dificuldades que vão resultar em sofrimento e tristeza tanto para eles mesmos, quanto para as próprias mães”, explica a terapeuta comportamental RAMY ARANY, diretora do Instituto KVT Feminino.

ISSO FAZ MAL?

O excesso proteção contribui para que os filhos desenvolvam comportamentos e atitudes que, segundo a terapeuta, “geram problemas para si mesmos e para as pessoas que com eles convivem ao longo de toda a existência, principalmente pela interferência contínua das mães nas decisões e escolhas dos filhos sempre na justificativa ‘em nome do amor’”.

COMO ISSO SE REFLETE NA VIDA

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FOTO: TATYANA_TOMSICKOV/ISTOCK

INFÂNCIA

“As crianças ficam mimadas e não admitem serem tratadas de um jeito diferente sem que reajam de forma insegura, agressiva e muitas vezes histérica. Neste caso, O PEQUENO TAMBÉM DESENVOLVE UM COMPORTAMENTO EXTREMAMENTE DEPENDENTE DA MÃE e, mostra isto através das inúmeras solicitações que faz da presença materna esperando que ela resolva e decida por ele. A criança não aprende a se defender por não conhecer o poder de sua própria força, POIS SÓ EXPERIMENTA A FORÇA DA MÃE, que corre o risco de interpretar isto como uma resposta do amor do filho para com ela e de como sua presença é de fato importante. É aí que mora o perigo”, explica Ramy.

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FOTO: IPGGUTENBERGUKLTD/ISTOCK

ADOLESCÊNCIA

O adolescente somente dá continuidade àquilo que já na infância foi desenvolvido. Segundo a terapeuta, “neste momento há uma tendência de EVIDENCIAR UMA PERSONALIDADE TÍMIDA, DEPENDENTE, INSEGURA QUE QUER GARANTIAS DE TUDO, OU UMA PERSONALIDADE AGRESSIVA, REBELDE, MIMADA AO EXTREMO que acha que a vida, as pessoas e as instituições (como a escola, por exemplo) estão no mundo para lhe servirem.  O jovem pode continuar a permitir QUE SUA MÃE INTERFIRA NA SUA VIDA E AJA POR ELE, ou a exclui por querer se autoafirmar sem, contudo, deixar de explorar a dedicação extrema da mãe”.

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FOTO: MONKEY-BUSINESS/ISTOCK

Fase adulta

Um adulto precisa existir e viver sua vida de forma independente.  Mas, como aqui, desde criança a pessoa foi sempre exposta a um exagero de proteção materna, “MESMO ADULTA, ELA IRÁ CONTINUAR A NÃO QUERER ASSUMIR RISCOS, TOMAR DECISÕES POR SI MESMA SEM SER INFLUENCIADA PELA MÃE. Poderá, também, continuar a manifestar um comportamento mimado, QUERENDO SER ATENDIDA NAS SUAS NECESSIDADES. De um jeito ou de outro, isto irá impactar nas relações em todas as áreas da vida: pessoal, profissional, familiar, casamento, paternidade, etc. bem como, a grande possibilidade da repetição do comportamento: O MODO O QUAL FUI EDUCADO eu acabo repetindo para as gerações futuras”, diz a profissional.

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TERCEIRA IDADE

Nessa fase, infelizmente, tudo irá se potencializar. “Com a idade, tendemos a demonstrar de forma intensa todas nossas carências, insuficiências ou excessos que não foram transformados conscientemente ao longo da vida. Se há inseguranças, por exemplo, estas serão mais fortes e assim com tudo. O idoso já é uma pessoa que necessita lidar com as deficiências da idade: limitação do corpo físico, saúde, perda de pessoas queridas, saudades, solidão, muitas vezes limitação financeira e o enfrentamento da proximidade com morte, dentre outros. NESTE CICLO HÁ A TENDÊNCIA DE TRANSFERIRMOS NOSSAS DEPENDÊNCIAS PARA NOSSOS FILHOS, COMPANHEIROS E PESSOAS PRÓXIMAS”, afima Arany.

COMO A MÃE DEVE AGIR

Você, mãe, precisa pensar no futuro do seu filho. “Tenha cuidado com essa superproteção e BUSQUE CAMINHOS DE AUTOCONHECIMENTO PARA PODER TRANSFORMAR SUAS CARÊNCIAS E MEDOS. O amor de mãe é o amor mais forte que existe, ele constrói e consolida a continuidade da existência, portanto, precisa ser saudável”, aconselha a terapeuta.

Fonte DaquiDali


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