Entrevista com Sr. Jugurta e Francisco sobre acessibilidade | Paulo Afonso Tem

Entrevista com Sr. Jugurta e Francisco sobre acessibilidade

Entrevista do Site pauloafonsotem.com com Sr. Jugurta e Sr. Francisco, gestores da Casa O Ferrageiro sobre as adequações feitas na Loja para atender as pessoas com dificuldade de locomoção, através de  algumas iniciativas como por exemplo uma rampa de acesso a Loja.

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SITE PAULOAFONSOTEM - Sr. Jugurta e Sr. Francisco eu queria que vocês falassem um pouco sobre essa rampa de acessibilidade, que Sr. Jugurta colocou na frente do Ferrageiro. Uma iniciativa excelente que beneficia não só deficientes e cadeirantes, mas também todos aqueles que usam bengala ou tem dificuldade de se locomover. Fale um pouco sobre essa iniciativa brilhante da Casa O Ferrageiro? Jugurta: Olha Simonia, em primeiro lugar bom dia pra você. Eu me sinto muito a vontade para falar com você, sobre essa idéia que O Ferrageiro teve, ou que nós tivemos. Eu nunca falo o que eu fiz, e sim eu e O Ferrageiro, nós fizemos, dos Diretores até aos servidores. Olhe eu sempre fui uma pessoa, que me sensibilizei ao ver as pessoas com deficiência de qualquer maneira, e a deficiência física é algo que me toca muito. A gente fica olhando pra aquela pessoa quando nós somos descritos como normais, cem por cento, mas tem outros que não são, tem pequenas limitações. Então nós devemos ter também a sensibilidade de fazer alguma coisa pelo próximo. Graças a Deus a nossa sociedade pauloafonsina, cada dia ela está mais voltada para as pessoas. Começa com a criancinha, depois com o idoso, os deficientes visuais e etc. E foi uma idéia nossa fazer essa rampa, porque essa rampa vai melhorar o transito e eles vão se sentir mais confortáveis, o acesso para eles será melhor. E uma das coisas boas da vida da gente é fazer alguém feliz, se o homem chegar um dia a compreender que devemos e temos o dever de fazer alguém feliz, o nosso espírito e a nossa alma também ela se sente aliviada em fazer alguma coisa por alguém. E como eu falei a você há dias atrás, hoje os aposentados e pensionistas em Paulo Afonso, eles despejam, no comércio de Paulo Afonso cerca de 12 milhões de reais mensais. Então essas pessoas devem ser respeitadas primeiro como seres humanos que tem direitos, depois como clientes que ajudam a movimentar a economia, o comercio da cidade, e o empresário deve dar prioridade a estas pessoas que vem no estabelecimento, que possam entrar e ser bem atendidos. Aqui no Ferrageiro nós temos cadeiras, temos água gelada, temos um cafezinho, temos um chá, E nós temos isso para todos que nos visitam, quer o cidadão venha comprar ou não, ou venha nos visitar, nós temos a honra de recebê-los como cidadãos, como amigos, como clientes. Francisco: Além da gente já presenciar essa condição que outras empresas, estacionamentos, em vários ambientes hoje vemos que existe essa acessibilidade tanto para o idoso, quanto para o deficiente. Então por conta disso, nós resolvemos também prestigiá-los, não é? Porque a gente pouco os vê, mas eles estão aí.

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SITE PAULOAFONSOTEM - Então a idéia é para facilitar o acesso das pessoas. E como tem sido a reação dos seus clientes? Jugurta: Olha, nós recebemos muitos elogios por isso, de modo que eu aconselho outros empresários que também façam o mesmo, porque todos nós merecemos respeito, mesmo que eu seja uma criatura normal como você é, eu digo normal sem nenhuma deficiência física que nos impeça de transitar livremente, mas nós temos o direito e o dever de respeitar qualquer cidadão. Francisco: Tem havido muito boa receptividade e tem também aquele pessoal que as vezes vai estacionar e não presta atenção que existe ali aquela rampa e coloca o carro, mas sempre que a gente informa que existe aquilo ali, eles se desculpam e retiram o veículo, a moto. Em 80% dos casos existe uma boa receptividade.

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    SITE PAULOAFONSOTEM -  E porque Sr. Francisco, o senhor acredita que tenha havido esse pequeno problema, esse pequeno desrespeito em relação a rampa de acesso, para as pessoas com necessidades especiais? Francisco: Eu acho que é porque tem havido mais essa preocupação nos últimos tempos. É como se fosse ignorado antes, e hoje está havendo essa preocupação maior das pessoas. E as que ainda teimam em desrespeitar é porque acham que não vai vir ninguém nesse momento, ou "eu vou parar aqui quinze ou dez minutos e não vai ter nada". Mas acontece muito que é justamente nesse momento que chega alguém que precisa. Então é uma questão cultural, que eu acho que aos poucos a coisa vai sendo absorvida. SITE PAULOAFONSOTEM -  Além da rampa de acesso que os senhores colocaram ali na frente, que nós queremos fotografar para colocar no site também, para mostrar sua iniciativa. Quais as outras adequações que vocês fizeram na Casa O Ferrageiro para atender a essas pessoas? Jugurta: O nosso pessoal está treinado para receber qualquer cidadão, que ele tenha alguma deficiência ou não tenha. Só pelo cliente entrar aqui, eu posso dizer muito obrigado. Francisco: Nós sempre nos preocupamos com o ambiente interno da loja, em disponibilizar corredores amplos, para que inclusive além de ele ter a mobilidade na loja, ele tenha acesso as mercadorias com mais facilidade. Inclusive já houve casos aqui, em que o cadeirante comentou que eram poucos os pontos comerciais da cidade que disponibilizavam esses corredores. Então nós nos preocupamos muito, as vezes até deixamos de trabalhar com mais mercadorias pra não criar dificuldades para eles. SITE PAULOAFONSOTEM - Sr. Jugurta já falou que gostaria que todo mundo tomasse a mesma iniciativa que o Ferrageiro. O que o senhor percebe nas calçadas locais? O que vocês dois gostariam de falar para a população e comerciantes locais a respeito da acessibilidade e sobre essa iniciativa? Jugurta: A acessibilidade ela deve atender a todos: o jovem, o idoso, a criança, as pessoas com deficiência, enfim todos. De modo que eu peço a sociedade civil, que ela se manifeste, que ela procure o Lions, o Rotary, a Maçonaria, toda e qualquer sociedade, pedindo para que nós gestores do município de Paulo Afonso, eu e Anilton, que nós fiquemos mais sensibilizados ainda, para fazer um trabalho para que as nossas calçadas sejam adequadas para todo e qualquer cidadão, que ele trafegue nas calçadas, quero chamar bem a atenção: a calçada não pertence ao dono da casa, a calçada ela é uma via pública, e essa via pública é para servir a todos, sem distinção de pessoa, de classe, de idade e etc. Francisco: Bom, que a população brasileira ela está vivendo mais e cada dia mais nós vamos ter um nicho de mercado com a idade mais avançada. Então isso é uma realidade que merece essa distinção por parte do comércio. SITE PAULOAFONSOTEM - Sr. Jugurta e Sr. Francisco, muito obrigada pela entrevista!

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