Adolescentes presos em caverna na Tailândia tentam tranquilizar famílias | Paulo Afonso Tem

Adolescentes presos em caverna na Tailândia tentam tranquilizar famílias

Adolescentes presos em caverna na Tailândia tentam tranquilizar famílias Eles enviaram bilhetes para os familiares. Mas, do lado de fora, pressa e preocupação: os militares dizem que o resgate precisa acontecer logo.
A chuva forte atrapalha a operação de resgate - que pode acontecer a qualquer momento – para salvar os doze meninos presos em uma caverna inundada, na Tailândia. Neste sábado (7), pela primeira vez em duas semanas, as crianças e os pais trocaram cartas.
A entrada da caverna é o lugar onde as esperanças se encontram. Uma multidão: militares, policiais, mergulhadores, jornalistas e também pessoas da comunidade que ouviu falar dos meninos presos e foram até lá tentar ajudar de algum jeito. "Eu só soube porque o diretor da escola me contou", disse o voluntário Emua Angee.
Neste sábado (7) não tem aula. O estudante aproveitou o tempo livre para fazer massagem nos voluntários e para recolher o lixo.
Máquinas que parecem canhões recolhem água. Já foram mais de três milhões de litros tirados da caverna. Os voluntários vieram com o equipamento de Hong Kong, porque viram na televisão que as bombas d'agua dos tailandeses não eram tão avançadas quanto as deles. O líder do grupo diz que só quer tirar uma foto depois com os meninos e ver o sorriso deles.
Em mais um esforço voluntário para ajudar a resgatar os meninos, o bilionário americano Elon Musk mandou para a Tailândia engenheiros da empresa que fabrica foguetes e espaçonaves.
O otimismo dos primeiros dias da semana - quando ainda fazia sol, quando se pensava que as crianças teriam força e oxigênio para resistir por meses até no interior da caverna – foi, de uma hora para outra, substituído por chuva, pressa e muita preocupação. Os militares tailandeses já preparam os ajustes finais do plano, que a qualquer momento, sem aviso prévio, podem começar a operação de resgate.
"Uma missão como essa nunca aconteceu", disse neste sábado (7) o comandante da operação. Ele contou que as equipes já furaram mais de cem buracos por cima, mas que só um deles conseguiu chegar a profundidade de 400 metros. Ainda assim, longe demais dos meninos.
Os mergulhadores que acompanham de perto a situação no interior da caverna voltaram neste sábado trazendo mensagens dos meninos para suas famílias. "Falta um pouco de ar aqui, mas não se preocupe. E também não se esqueça da minha festa de aniversário”, escreveu um dos meninos em bilhete. "Nossos irmãos da Marinha estão cuidando de mim muito bem!", afirmou outro.
"Pai e mãe, fiquem tranquilos. Eu só estou aqui há duas semanas e vou ajudar vocês na loja todo dia quando eu sair”, disse um terceiro menino. "Todo mundo aqui está saudável. Quando saírem, todos querem comer várias coisas e ir para casa imediatamente.
Em muitas outras cartas, os meninos dizem que estão saudáveis. Aos professores, mandam um pedido mais difícil: "por favor: não passem muita lição de casa para nós", diz um bilhete bem-humorado.
O técnico da escolinha de futebol escreveu em uma carta em separado. Pediu desculpas às famílias dos meninos e prometeu que vai cuidar deles da melhor forma possível. Os pais responderam que ele não deveria se culpar. De fato, parentes contaram ao Jornal Nacional que o técnico chegou a passara fome nos primeiros dias para que não faltassem comida para as crianças.
  Fonte:  Jornal Nacional

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