Na última segunda-feira(26) Academia de Letras realiza LIVE sobre o Dia do Escritor (25) e homenageia Abel Barbosa e o município de Paulo Afonso no seu 63º aniversário(28)

  Quinta, 29 de julho de 2021
  ASCOM PMPA    |      
    A Academia de Letras de Paulo Afonso – ALPA - estará reunida, de forma virtual, na segunda-feira dia 26 de julho, a partir das 16 horas para comemorar o Dia do Escritor, celebrado no Brasil em 25 de Julho.
     
    Na ocasião, os imortais da ALPA e o internautas terão uma palestra do professor e escritor Antônio Galdino da Silva, presidente da ALPA sobre o tema e em homenagem a Abel Barbosa, o maior responsável pela emancipação do município de Paulo Afonso e sobre o qual escreveu o livro ABEL BARBOSA – o inventor de Paulo Afonso.
     
    O presidente e os acadêmicos da ALPA também homenagearão o município de Paulo Afonso que completa 63 anos de emancipação.
     
    O evento da ALPA pode ser assistido por todos através do Canal Jornal Folha Sertaneja, no YouTube e, para isso basta acessar o link: https://www.youtube.com/jornalfolhasertaneja.
     
    O Dia do Escritor é comemorado no Brasil em 25 de julho e nasceu a partir do I Festival do Escritor Brasileiro, organizado na década de 1960 pela União Brasileira de Escritores, sob a presidência de João Peregrino Júnior e Jorge Amado, que era o seu vice-presidente, um dos principais nomes da literatura nacional. Há 61 anos.
     
    O Dia Mundial do Escritor é comemorado em 13 de outubro. Pouco se sabe sobre a criação do Dia Mundial do Escritor, sobretudo a motivação da escolha da data.
     
    Quando escrevi o livro De Forquilha a Paulo Afonso, lançado em Fevereiro de 2014, fiz um levantamento e nele foram identificados mais de 50 escritores em Paulo Afonso.
     
    Em julho de 2021, sete anos depois, esse número cresceu muito, talvez tenha dobrado, embora todos se ressintam da falta de apoio da gestão pública, na verdade falta de política pública para incentivar essa produção literária.
     
    Nos últimos anos surgiram vários grupos de incentivo à leitura e com isso têm surgido jovens poetas. Como diz Milton Nascimento em uma de suas belas canções, “é preciso cuidar do broto para que se tenha flores e frutos”.
     
    Isso também já nos havia ensinado o poeta baiano Antônio de Castro Alves, que viveu entre 1847/1871, ao escrever, o Livro e a América:
     
    “Por isso na impaciência
     
    Desta sede de saber,
     
    Como as aves do deserto
     
    As almas buscam beber...
     
    Oh! Bendito o que semeia
     
    Livros... livros à mão cheia...
     
    E manda o povo pensar!
     
    O livro caindo n'alma
     
    É germe — que faz a palma,
     
    É chuva — que faz o mar.”
    Em nossa pesquisa sobre livros publicados por escritores do município de Paulo Afonso, mesmo que seus moradores por um tempo, foi encontrado o livro chamado Paulo Afonso, de 1954, quatro anos antes do Distrito de Paulo Afonso ser cidade, o que aconteceu em 28 de julho de 1958, considerado como primeiro livro de autor morador deste lugar,
     
    Esse livro, Paulo Afonso, é de autoria do Engenheiro Antônio José Alves de Souza, que era o presidente da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – Chesf – e é apresentado por Antonio Olinto, poeta de muitas obras e o quinto ocupante da cadeira 8 da Academia Brasileira de Letras, eleito em 31 de julho de 1997 e empossado em 12 de setembro daquele ano.
     
    O imortal da ABL apresenta este livro como “o primeiro trabalho de uma série, subordinada a título geral de “Coleção Mauá” e destinada a publicar monografias de conteúdo técnico” e diz que “o engenheiro Alves de Souza nos conta, nesta monografia, o que foi a luta do homem contra as águas na linha limítrofe da Bahia com Alagoas. É com orgulho e confiança que inauguramos esta coleção, lançando o trabalho de um homem que transformou em realidade um sonho de muitos anos”.
     
    Ao longo dos 63 anos de vida de Paulo Afonso como município, muitas dezenas de escritores reuniram seus escritos em livros, resultados de pesquisas sobre temas regionais como o cangaço, religiosidade popular, paisagens e história do município de Paulo Afonso.
     
    A própria história da criação do município de Paulo Afonso e a Chesf mereceram vários livros, assim como as narrativas dos feitos dos cangaceiros nesta região, o rio São Francisco, a cachoeira, assim como a Estrada de Ferro Paulo Afonso, os sítios arqueológicos da região e muitos livros de poesias têm sido produzido por escritores de Paulo Afonso.
     
    Todos, no entanto, se ressentem da falta de políticas públicas de incentivo a esta arte que reúne na Academia de Letras de Paulo Afonso 40 imortais, todos com trabalhos acadêmicos, estudos importantes sobre a região e muitos deles autores de vasta produção literária.
     
    Mas, o Dia do Escritor também o Dia do Leitor, (como todos os dias). Sem o leitor, não haveria o escritor. Quem pesquisa muito, lê muito, vivencia cenários, paisagens, situações, comportamentos, convive com pessoas e sobretudo desenvolve os sentimentos para contar histórias usando como ferramenta a palavra...
     
    Parabéns para nós, escritores. Obrigado sempre a vocês, leitores, críticos, estimuladores da criação.
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